Nos teus sóis.

Sóis que não emergem do interior de mim mesma, mas sim no íntimo daquele outro - que está tão perto e tão quente. Nos dias em que os níveis hormonais vivenciam a emoção da montanha-russa, os olhos que choram apenas por estarem abertos, piscando, vendo o teto, a parede ou uma cena dramática. Buscando uma resposta no vazio da vida, onde tudo fica tão claro - reluz pela claridade evidente, tão intensa e magnânima. Por uns sete dias e sete noites, mais ou menos, tudo o que perturba e apraz o espírito torna-se delineado, vívido e até tangível. De tal nitidez que leva ao vislumbre, como se fosse um milagre. Então eu busco nos sóis, nos teus sóis, um apaziguar qualquer, apenas para não me deixar levar pela loucura dos mistérios da existência.